
A trajetória de uma das principais referências femininas da cardiologia brasileira
Lucélia Magalhães construiu uma história marcada pelo pioneirismo na cardiologia brasileira. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, a professora da Faculdade Zarns Salvador ocupou espaços de destaque no Brasil e participou de projetos importantes no exterior.
A médica foi a primeira mulher a presidir a Sociedade Baiana de Cardiologia e esteve também à frente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Lucélia Magalhães também foi a primeira brasileira integrante do Conselho de Epidemiologia da World Heart Federation.

Entre os projetos dos quais participou, está uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), para reduzir acidentes cardiovasculares no Brasil. A iniciativa contribuiu para a criação de projetos de monitoramento da hipertensão e do diabetes, como o Hiperdia, sistema utilizado pelo DataSUS.
Além disso, Lucélia Magalhães participou da criação do “rastrômetro”, equipamento desenvolvido para facilitar a aferição da pressão arterial em regiões com pouco acesso à assistência médica. O projeto ganhou reconhecimento internacional e recebeu um prêmio no Japão.
Na Faculdade Zarns Salvador, a médica leva essa experiência para a formação de novos médicos. Em sala de aula, ela defende que o conhecimento técnico caminhe junto com o acolhimento e a escuta do paciente.
“O médico tem que ser humano. Sempre falo para os alunos que o atendimento ocorreu bem quando o paciente sai do consultório com uma palavra ou gesto de gratidão e a sensação de que foi verdadeiramente acolhido”, ressalta.
A trajetória de Lucélia também contribui para a formação dos estudantes da Faculdade Zarns Salvador. Ao compartilhar décadas de experiência na cardiologia, a médica ajuda a preparar novos profissionais para unir excelência, sensibilidade e compromisso com o paciente.
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